“QUEM NÃO TEM PECADO QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA”…

news.csarh.com.br Em fevereiro - 5 - 2013

Você já ouviu esta frase e muitas vezes, não?

Fazendo uma analogia, você já ouviu algum candidato em uma entrevista dizer:

– bem, agora vou falar de meus defeitos!

A verdade é que em um processo de seleção, ainda se usa muito, aqueles métodos tradicionais de perguntas do tipo:

- Diga o melhor de si (somente as coisas certas ou boas),  diga como se vê e como se comporta.

-Só se for muito estúpido o candidato vai dizer coisa ruim. Considere também que o candidato quer o emprego para o qual está se candidatando. Imagine  você nesta situação, como iria se comportar?

Além de existirem métodos mais científicos, deve-se lembrar sempre das chamadas competências que, na verdade, não são “novidades”.

Alguns testes são óbvios (respostas prontas) e outros definem situações interessantes, vamos ver:

Exemplo 1: Pessoas inovadoras, engenhosas, imaginação rica, sempre dispostas a novos projetos etc…

Exemplo 2: Analista, crítico, lógico, argumentos racionais etc…

Exemplo 3:  Prático e disciplinado obtém sucesso através da concentração e minuciosidade etc…

São dados importantes sim, em um processo de seleção, características psicológicas entre outras.

Agora, quando falamos em competência, é necessário também, buscar lá atrás, como se diz, fazer uma varredura na vida profissional e pessoal do candidato.

É fundamental saber se o candidato pode executar sua tarefa, se ele de fato executará e, acima de tudo ou não menos importante, se ele realizará o trabalho dentro da cultura de sua empresa

A adequação de um profissional às atividades de sua empresa, não necessariamente é igual à adequação a outra.

Eu ainda acredito que peca-se muito na definição do perfil da vaga. Por experiência de 27 anos como Headhunter, tenho observado inúmeras vezes a empresa abrir um processo com uma linha de perfil e aí, somos obrigados a usar nossa “bola de cristal” ou toda uma experiência para definir o perfil “quase” ideal.

Falando em “não ter pecado”, como é sua empresa? Da mesma forma que o profissional não vai fazer uma apresentação de seus defeitos, você também não vai discursar sobre os problemas de sua empresa, vai?

Ao longo dos anos (e olha que são muitos), o que temos visto é que na maioria das vezes, não há uma preocupação em adequar o profissional ao requisitante da vaga (hoje chamado Gestor) e também à empresa como: cultura, segmento, características de participação no mercado, processos, projetos, projeções de crescimento para os profissionais, ambiente de trabalho, valorização de seus recursos humanos e tantas outras coisas.

Se você tiver todas estas respostas, com certeza vai definir o perfil ideal do profissional que se quer ou vai chegar à conclusão de que nunca vai encontrar, o que é pior.

Agora, se realmente estiver seguro,… “ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!”.

Luiz Carlos Cunha

Diretor da CSA Desenvolvimento Profissional


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